Abraçada ao seu corpo e sentindo a sua leveza, que cresce consoante o seu querer, deixa seus cabelos esvoaçarem e seus olhos lacrimejarem lágrimas de sensações. Nada consegue sobrepor-se a este paraíso, vazio e tão cheio.
abril 11, 2012
se eu fizesse... (I)
Abraçada ao seu corpo e sentindo a sua leveza, que cresce consoante o seu querer, deixa seus cabelos esvoaçarem e seus olhos lacrimejarem lágrimas de sensações. Nada consegue sobrepor-se a este paraíso, vazio e tão cheio.
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abril 10, 2012
... quando o que diz
porquê?
palavra complicada
quando o que diz não se parece com nada.
porquê?
palavra matreira quando o que diz me deixa sem eira nem beira.
porquê?
palavra mais dura que um osso
quando o que diz me deixa nervoso.
porquê?
palavra gostosa
quando o que diz a boca me adoça.
porquê?
tem de haver sempre um porquê...?
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abril 05, 2012
... a borbulha
ela diz-me: então, andas a beliscar-me?
e com as minhas mãos, em gestos bem suaves nas suas costas, "desenho" círculos ora para a esquerda, ora para a direita.
continuo com as minhas mãos na sua pele, nas suas costas, e fazendo circulos.
e volto a fazer aqueles gestos circulares com as minhas mãos e, entretanto, já encostado ao seu corpo.
e de novo, com as minhas mãos, faço os movimentos circulares nas suas costas.
espera, espera que eu explico. este bastão é o do teu rímel, sim. e essa "borbulha" foi desenhada com ele. mas foi feita por tua culpa!!! deixaste-me louco com as tuas costas desnudadas. a cor da tua pele desafiou-me, despertou-me o desejo. eu, por impulso, desenhei a "borbulha" para acariciar, acariciar a tua pele, as tuas costas desnudadas... entendes o beliscar? foi o bastão do teu rímel...!!!
mas acalma-te, afinal a "borbulha" não está infetada...!!!
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março 30, 2012
... a mancha
venho da cozinha para a sala e dou com ela no topo do escadote...
pergunto-lhe: que fazes aí?
responde-me: hoje é dia de limpezas e faz tempo que não limpo a parte de cima deste móvel.
agarro-me ao escadote, olho para cima e pergunto-lhe: e porque não me chamaste? é um perigo estares no escadote...
respondeu: nada disso. estou bem firme e segura. olha, já agora vai humedecer-me este pano.
peguei o pano e continuei agarrado ao escadote.
ao que ela me pergunta: ainda aí estás, especado a olhar para cima? e o pano, já está molhado?
disse-lhe: não, não está. tenho medo de largar o escadote... e se tu cais?
logo respondeu: não digas tolices e vai humedecer o pano.
fui (rápido) e voltei, agarrando-me ao escadote, dizendo para ela: está aqui.
aceitou e de novo me pede: agora leva este e passa-o por água. mas esse, passa-o muito bem por água.
peguei o pano, mas fiquei agarrado ao escadote e olhava, olhava...
passaram alguns minutos e ela pergunta-me: o quê, ainda não foste molhar o pano? homem, larga o escadote, está descansado que eu não caio. vai molhar o pano, vá... vávává.
não tive outra opção e lá fui (rápido como convinha). cheguei e disse: toma... e agarrei-me ao escadote.
poucos minutos passados e pergunta-me: mas estás a olhar para onde?
respondi: para ali, para aquela pequena mancha. estica-te um pouquinho e vê se consegues limpá-la.
pergunta-me: aonde? é que eu não a vejo... é aqui?
respondo: nnnão, é um pouquinho mais para a frente.
pergunta: aqui?
respondi: mais um pouquinho... aí, aí mesmo. cuidado...
diz: pronto...
e digo-lhe eu: não, ainda não está... ainda se nota.
retoca de novo, perguntando: e agora, já está?
ao que respondo: qqquase. mais um bocadinho... isso, isso, estás quase.
enfurecida diz: mau... então vem cá tu que eu nem sequer vejo essa mancha que tu vês.
sorrio e respondo-lhe:
pois não, não vês. eu também nunca a vi...
mas adoro ver as tuas pernas. nunca as tinha visto deste ângulo, nessa posição.
hummmm... as tuas pernas são lindas.
atraentes, sedutoras!
que limpeza "arriscada" ...
.
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março 25, 2012
... o candeeiro
deitados na cama, e disfarçadamente, acendo o candeeiro da minha mesa de cabeceira.
finjo que estou num sono profundo, ressonando até um pouco e...
baixinho, ela chama por mim e diz: olha a luz acesa.
eu, não dou sinal de acordar e faço: rrrrrrrrrrrrrrrrrr...
e ela diz: dorme que nem uma pedra. bem, deixa-me apagar o candeeiro.
mal se volta a deitar, eu repito: hummmm... rrrrrrrrrrrrr... e disfarçadamente, acendo o candeeiro.
de novo, ela me chama, me toca e diz: acorda, não ouves. acorda e apaga a luz.
ao que volto a fazer: rrrrrrrrrrrrrrr...
e ela, novamente: ora a minha vida. mas que se passa com o candeeiro? bom, vamos ver se é desta. deixa-me apagar.
eu, mantenho o enredo e outra vez: hummmm... rrrrrrrrrrrrrrr... e toca de acender o candeeiro.
nada satisfeita com a situação, vira-se de novo e diz: mas, ouves ou não?
a porra do candeeiro não faz outra coisa. eu apago, e ele volta a acender-se.
e eu: hummmm... rrrrrrrrrrrrrrr...
ela, em fúria, abana-me decidida e diz: nem rrrrrrrrrrrrr... nem hummmm... desta vez vais acordar e ver o que o candeeiro tem.
acordado (como sempre estive) respondo-lhe:
o candeiro não tem nada, eu é que tenho...
adoooro sentir os teus seios a passarem pela minha cara...!!! hummmmmmmm...
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março 15, 2012
... baunilha vs bolonhesa
isto, chama-se bolonhesa e não...baunilha, entendes?
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março 09, 2012
... a televisão
em casa, sentados no sofá e com um abanão no meu ombro...
disse-me: eiiii... estás vidrado na televisão!
retorqui: não, não estou!
disse-me: até parece. nem pestanejas!
retorqui: não, não estou!
e disse: como não? nem mexes a cara, não olhas para mim. é como se eu não estivesse aqui.
retorqui: não, não estou!
disse-me : pois não, nem sabes o que dizes! adoras televisão!
retorqui: não, não estou!
revoltada, disse: vou apagar aquilo. não vês outra coisa. televisão... televisão... televisão!
apavorado, virei-me para ela e gritei-lhe, pedindo:
não, não te levantes daqui. e quero os teus pés onde estão... nesse puff.
os teus pés... descalços, tiram-me de mim, sequestram o meu olhar, tudo o resto é escuridão... não vês isso?
seduzes-me enquanto pintas as suas unhas. continua, vá...
e pára de veres televisão, tá...???
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